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Clube de compra reduz custos no transporte de carga



O clube de compra faz parte do transporte rodoviário de cargas há anos. Ou seja, por meio de grupos, como associações, sindicatos e cooperativas, por exemplo, várias empresas fazem aquisições em grande volume. Como resultado, é possível obter descontos e/ou melhores condições de pagamento.


Assessor técnico da NTC&Logística, Lauro Valdivia lembra que as empresas têm de avaliar bem antes de comprar. Esse tipo de negócio costuma envolver as áreas de insumos e componentes. Como, por exemplo, montadoras e fabricantes de implementos rodoviários. Bem como distribuidoras de combustíveis e lubrificantes.


Segundo ele, sempre há um ponto de atenção. “Sobretudo para as empresas que se organizam de forma independente”. De acordo com Valdivia, tudo deve ser documentado. “E se o negócio está bom para todos os envolvidos”, diz.


Dividir para economizar


Nesse sentido, um exemplo bem-sucedido de clube de compra ocorre no Paraná. E envolve sete empresas de transporte da região, como a Rodovico Transportes. Diretor da empresa. Diego Nazari (foto abaixo) conta que há quatro algumas empresas criaram um consórcio para a compra de diesel.


Para isso, elas mantêm dois pátios compartilhados com tanques de combustível. Ou seja, eles estão localizados em pontos estratégicos. Ou seja, em Cascavel, no oeste do Paraná. Bem como em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba.


Assim, todas as transportadoras do consórcio atuam na rota de exportações. O pátio em Cascavel pertence à Rodovico. “Seria estratégico para a operação ter um outro pátio em Campo Largo”, diz Nazari. Ele propôs o acordo aos colegas, incluindo a abertura do pátio em Campo Largo. “Como resultado dessa junção, construímos o segundo pátio compartilhado”, diz.


Estrutura compartilhada

Além de organizar a logística, o grupo de empresas criou uma estrutura para tornar o consórcio de compras justo para todos. Assim, foi possível garantir que que todos cumpram seus deveres. Assim como sejam beneficiados pela compra coletiva de diesel.


Nesse sentido, é preciso cumprir várias regras. “Por exemplo, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) exige que todos os tanques tenham registro. Ou seja, quando vamos negociar com as distribuidoras, a compra é feita em nome do consórcio. Porém na nota fiscal consta o CNPJ das sete transportadoras”, diz Nazari.


Todo o custo é dividido. Bem como o salário dos frentistas, por exemplo. Há até um funcionário focado na negociação com as distribuidoras. Além disso, o consórcio tem até caminhão tanque para retirar o combustível. Portanto, isso reduz o custo do frete.


Custo de operação reduzido

Segundo informações do consórcio. cada empresa economiza, em média, R$ 30 mil por mês com a compra coletiva de diesel. Porém, o valor pode varia de acordo com o tipo de operação de cada uma. Ou seja, de acordo com o volume de combustível utilizado, por exemplo.


Seja como for, trata-se de uma economia e tanto. Sobretudo porque a compra de diesel representa cerca de 45% do custo mensal de um caminhão no Brasil. Dos abastecimentos feitos pela frota da Rodovico, 80% são nos pátios compartilhados.


Segundo a empresa, o restante é feito em postos de combustível de rodovias. De acordo com a transportadora, a diferença de preços é de cerca de 10%.


Setcesp mantém clube de compra

Da mesma forma. o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo (Setcesp) tem um serviço do tipo. Ou seja, mantém um clube de compra para seus associados desde março de 2017.


De acordo com o presidente do Setcesp, Tayguara Helou (foto abaixo) o clube traz várias vantagens. Sobretudo porque o negócio de transporte exige altos investimentos. Ou seja, tanto na compra de um caminhão ou implemento quando na de insumos. Segundo ele, a concorrência é pequena.


Logo, a negociação para reduzir preços costuma ser difícil. “O setor é extremamente pulverizado. Há grande número de empresas, autônomos e cooperativas. Logo, há desequilíbrio econômico. Contudo, o clube de compra ajuda a equilibrar tudo isso”, diz Helou.

De acordo com o presidente do Setcesp, esse modelo de negócio é baseado na chamada receita recorrente. Ou seja, recebe serviços específicos e realiza a compra de bens de forma automática. Nesse sentido, a periodicidade é previamente combinada.


Transportadores se organizam

Nesse sentido, há reuniões entre as transportadoras e a equipe técnica do sindicato. Portanto, dá para saber quais são os itens mais comprados. Bem como a periodicidade de compra e o valor médio pago.


Segundo Helou, todas as negociações são bem-sucedidas. Ou seja, a equipe consegue comprar com preço bem abaixo do praticado mercado. Assim, de cada rodada de compras participam cerca de 20 empresas. Mas a base de dados do Setcesp conta com 21 mil companhias.


Quando o Setcesp negocia a compra de pneus, por exemplo, a fornecedora recebe vários dados. Por exemplo: além da quantidade total, é especificado o número de unidades destinadas a cada empresa. Assim, a nota fiscal é emitida diretamente para as transportadoras e constam os descontos concedidos.


Período não favorece compras coletivas

Da mesma forma, há outras modalidades de clube de compra. Como o feito por grupos empresariais. É o caso do G10, formado por cinco empresas. Diretor presidente da companhia, Claudio Adamuccio (abaixo) diz que o clube de compra pode ser vantajoso. Porém, ele diz que isso depende do momento.


Segundo ele, atualmente o mercado não está favorável. “Quando o setor está aquecido, com falta de caminhões e insumos, como agora, não faz sentido a fabricante conceder descontos”, diz.


Vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da VW Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche (foto) concorda. De acordo com o executivo, neste momento as condições para o comprador não são tão atraentes quando comparadas a períodos em que as fabricantes têm grandes estoques.


Logo, a negociação para reduzir preços costuma ser difícil. “O setor é extremamente pulverizado. Há grande número de empresas, autônomos e cooperativas. Logo, há desequilíbrio econômico. Contudo, o clube de compra ajuda a equilibrar tudo isso”, diz Helou.

De acordo com o presidente do Setcesp, esse modelo de negócio é baseado na chamada receita recorrente. Ou seja, recebe serviços específicos e realiza a compra de bens de forma automática. Nesse sentido, a periodicidade é previamente combinada.


Transportadores se organizam

Nesse sentido, há reuniões entre as transportadoras e a equipe técnica do sindicato. Portanto, dá para saber quais são os itens mais comprados. Bem como a periodicidade de compra e o valor médio pago.


Segundo Helou, todas as negociações são bem-sucedidas. Ou seja, a equipe consegue comprar com preço bem abaixo do praticado mercado. Assim, de cada rodada de compras participam cerca de 20 empresas. Mas a base de dados do Setcesp conta com 21 mil companhias.


Quando o Setcesp negocia a compra de pneus, por exemplo, a fornecedora recebe vários dados. Por exemplo: além da quantidade total, é especificado o número de unidades destinadas a cada empresa. Assim, a nota fiscal é emitida diretamente para as transportadoras e constam os descontos concedidos.


Período não favorece compras coletivas

Da mesma forma, há outras modalidades de clube de compra. Como o feito por grupos empresariais. É o caso do G10, formado por cinco empresas. Diretor presidente da companhia, Claudio Adamuccio (abaixo) diz que o clube de compra pode ser vantajoso. Porém, ele diz que isso depende do momento.


Segundo ele, atualmente o mercado não está favorável. “Quando o setor está aquecido, com falta de caminhões e insumos, como agora, não faz sentido a fabricante conceder descontos”, diz.


Vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da VW Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche (foto) concorda. De acordo com o executivo, neste momento as condições para o comprador não são tão atraentes quando comparadas a períodos em que as fabricantes têm grandes estoques.


Fonte: Estadão