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Os desafios para os próximos anos no transporte de cargas do Triângulo Mineiro


Na página desta semana, conversamos com o diretor do SETTRIM, diretor da Mildo Alves, Cláudio William Alves. Com ele, abordamos algumas questões bem atuais, quais sejam os efeitos da pandemia nos negócios do transporte e as expectativas para os novos tempos que estão despontando no horizonte: Para Cláudio William, os impactos foram, e são, inegavelmente, fortes no setor de transporte. “Para nós que trabalhamos com combustíveis, de aviação e automotivo, o impacto foi importante (90% no combustível de aviação já que a maioria dos aeroportos estava parada); no automotivo, a queda girou em torno dos 30%, o que já vem se recuperando partir do sexto mês da pandemia”, analisa o empresário. O diretor da Mildo Alves acredita que, de tudo nessa vida, obtemos lições, boas ou más: “ Os ensinamentos que tiramos dessa pandemia, a meu ver são muito pessoais já que, nos negócios, o risco de se investir foi muito grande porque vivemos uma freada nos negócios. Precisamos repensar sobre tudo que vivemos e estamos vivendo até hoje”, avalia Cláudio William. Cláudio ensina que não se pode pensar muito seriamente em investir agora porque a pandemia está na segunda onda, que se apresenta mais forte que a primeira. “ Não podemos nos esquecer que a gripe espanhola teve três ondas quando morreram mais de 50 milhões de pessoas em boa parte da Europa, o que não deixa de ser um alerta para os nossos dias” relembra Cláudio. O empresário destaca que a vacina nos dá a esperança de um final breve para essa doença quando, aí então, se poderá pensar em investimentos mais graúdos. Cláudio ressalta que o Settrim é um bom parceiro, sem dúvida, do transporte de cargas, mas sua finalidade não é resolver problemas financeiros dos associados, como alguns pensam. “O Settrim cumpre fielmente sua função de oferecer ao associado boas práticas de negócios, auxilia o associado em orientações diversas deixando-o mais confortável e tranquilo em suas tomadas diárias de decisão. O Settrim está aí para apoiar o transporte de cargas, o que tem feito com competência apesar das dificuldades normais que o país atravessa” avalia Cláudio. “A mensagem de otimismo que eu gostaria de passar, e acredito que seja o pensamento de todos nós, qual seja a prevenção de todos nós, cuidando uns dos outros até que a vacina chegue de forma efetiva. Nosso país é de dimensões continentais, com uma renda média baixa. Não cabe aqui nenhum julgamento particular. Para a mídia, de maneira geral, o país está mal, mas na minha ótica, o Brasil tem se saído até bem nessa pandemia, e o transporte de cargas, como sempre, tem se mostrado resiliente e responsável”, finaliza o diretor do Settrim.