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Túlio Cedro, diretor do Settrim, fala sobre atual cenário brasileiro


O empresário Túlio Cedro, da Cocal Transportes, diretor do Settrim, é o personagem do nosso boletim desta semana.


Bastante atualizado sobre o cenário político econômico brasileiro, Túlio tece um panorama geral interessante a respeito dos temas que envolvem o transporte de cargas. “A promessa de uma safra recorde faz nascer no setor de transporte de cargas a esperança de uma recuperação econômica, após as perdas causadas pela pandemia da Covid-19 e lock down instaurado ao longo do último ano por todo país.


Porém, o setor de transportes encontra pela frente um grande desafio nessa retomada do crescimento: O alto custo e a escassez dos insumos.” Esclarece Túlio Cedro. Para o diretor do Settrim, a oferta de insumos para o setor foi prejudicada pela pandemia, sendo os maiores entraves a alta do diesel, falta de pneus e peças para caminhões.

“As fábricas pararam suas atividades e/ou reduziram suas produções e agora não possuem estoque suficiente para atender a alta demanda das transportadoras requisitadas para o transporte da safra. Muitas fábricas e indústrias automobilísticas, receosas pelo impacto da pandemia, fecharam ou fizeram demissões em massa no decorrer do ano passado e agora sofrem as consequência da falta de mão de obra preparada para a retomada de suas produções.” Define Túlio Cedro.


O empresário comenta que o agronegócio trouxe a promessa de crescimento ao setor de transporte, mas a cadeia produtiva dos insumos necessários ao abastecimento do setor não consegue acompanhar a atual demanda. E avalia as agruras que o empresariado do setor vem sofrendo com a falta de insumos:


“O empresário vem sofrendo com a falta generalizada de pneus e peças, pois o baixo estoque provoca a elevação dos preços para além do normal, aumentando sobremaneira o custo do transporte nem sempre repassado ao contratante.” analisa o empresário que faz uma previsão não muito agradável, mas correta: “Ao empresário caberá suportar os custos adicionais para atender à demanda de fretes, porém, sem aferir o lucro esperado.”